sábado, 26 de abril de 2008

Cururu ao molho de fel?

Ultimamente tenho pensado na quantidade de sapos que temos que engolir no dia a dia.
Seja no trabalho, seja na escola/faculdade, em casa, com os amigos, com a família...
Tem pessoas que não engolem sapo de jeito nenhum, mas geralmente tem problemas pois não é o que a sociedade espera.
Tem pessoas que engolem sapo a toda hora, de qualquer pessoa, em qualquer situação, e também tem problemas pois isso vai detonando a auto-estima de qualquer um.
Eu sou adepta da moderação bem pensada.
A verdade é: engolir sapos é INEVITÁVEL.
Você quer manter o namorado ou o marido? Tem que engolir sapo da sogra (ou do próprio em algumas situações).
Você quer manter seu emprego? Vai ter que engolir sapo dos superiores, ou dos colegas mais próximos para garantir a convivência (forçada) o mais civilizada possível.
Ser inevitável não significa que se tenha que engolir sapos a toda hora, de todas as pessoas, por isso eu defendo pensar bem se o sapo precisa ou não ser engolido.
Analisemos.
Sapos em sua maioria tem como proteção natural um veneno com maior ou menor grau de toxicidade.
Os sapos que engolimos apesar de figurados também produzem veneno.
Cada vez que os engolimos ficamos com raiva, decepcionados, machucados, ou em última instância, rancorosos.
E tudo isso aumenta a produção de um fluido amargo (bílis ou fel), que pode vir a tona e tornar nossa boca e nossa vida amarga.
Engolir sapos faz parte da vida. Não engolir um sapinho de vez em quando pode tornar sua vida muito difícil.
Mas cuidado com os Cururus que engole, principalmente se vierem cobertos de fel especial à moda do chefe.

Engula Cururus com moderação! :)

sábado, 22 de março de 2008

Coração x razão

Tem horas na nossa vida que uma decisão importante se apresenta e para que a solucionemos temos que escolher entre a razão e o coração.

Eu sou passional, e confesso.

Pra mim este tipo de decisão sempre foi a mais difícil.

Eu sou muito mais emotiva do que gostaria, mas o fato é que sou.

E nos últimos anos eu tive grandes perdas e decepções.

Perdi duas mães, todos os irmãos, quase toda a família (sobraram apenas meu pai e minha avó paterna, e agradeço a Deus por isso).

E só minhas mães foram levadas por Deus, os demais escolheram me deixar!

Tenho uma relação difícil com meu namorido e quem é mais próximo de mim sabe o que estou falando.

Por várias vezes já pensei em me separar, mas apesar dos problemas, o amor nunca me permitia deixá-lo.

Hoje, a distância dele e de todos que me amam (dá pra contar nos dedos :( ...) está me dilacerando.

Tento ser forte, mostrar minha força, parecer forte, mas nada adianta, uma hora ou outra eu desabo.

Claro que hoje desabo de uma altura menor, os estragos são menores, mas ainda assim, dói e muito.

As vezes penso se não seria melhor não ter coração, ser fria, não me apegar a ninguém...

Mas tem tanta gente que é assim e parece tão ou mais infeliz do que eu!

Estou como um participante do AA: vivendo um dia de cada vez.

O problema é que cada vez tá ficando mais difícil.

Mas aprendi muito com a solidão, me fez olhar pra mim, pra dentro do fundo do meu coração e da minha alma (piegas, mas verdade).

Hoje sei que sou muito mais forte do que era a um ano quando meu trabalho e a geografia me colocaram longe de todos que eu amo.

Aprendi muito, me conheço muito melhor, mas não vejo a hora de ir pra casa!

Ver meus amigos, os que sempre estão comigo quando volto, os que eu não vejo a muito tempo, e quero rever logo, e quero fazer novos grandes amigos.

Percebi uma coisa que parece meio óbvia: a melhor coisa da vida é ter amigos!

Li em algum lugar que não me lembro (me desculpe o autor, se houver) que:

Amigos são a família que escolhemos.

A todos os meus amigos:

Eu amo vocês! Muito!

sexta-feira, 7 de março de 2008

Diga EU TE AMO

Eu demorei muito para aprender a lição. Se você ama, diga. Não faça como eu. Não espere sua mãe estar perto da morte para acertar seus ponteiros, para dizer a ela o que te incomoda, magoa, entristece, e não se esqueça: diga também o que lhe agrada, o que lhe alegra, o que o faz se sentir amado.
Não sei se pra todo mundo é assim, mas apesar de ter crescido num lar em que existia o amor, nós não verbalizávamos isso e até hoje eu não entendo o por quê. Nós nos amávamos, mas não dizíamos e achávamos que estava implícito e parecia exagero falar.

Quando sua doença foi avançando, instintivamente nós começamos a falar tudo que não havia sido dito, eu expus mágoas de muitos anos, tristezas e desilusões, e ela disse que não imaginava que tinha passado por estas coisas, ela não sabia que tinha me magoado ou entristecido, mas quando eu falei, ela reconheceu e me pediu perdão. E eu perdoei.
Eu tive coragem de falar tudo que me magoava, tive a chance de perdoá-la, e fiz isso quando ela ainda estava lúcida.
Tivemos brigas, desentendimentos e discordâncias, e eu amava (ainda amo) muito a minha mãe e ela também me amava. Nós sabíamos, mas não falávamos. E quando eu quis falar não conseguia, achava exagero, era difícil, a voz não saía, eu tinha vergonha, e tinha medo...
Quando consegui falar que eu a amava já era tarde demais, ela já estava muito debilitada, e eu nem sei se ela entendeu, nem sei se ela sabia que era eu.

Nós só temos uma certeza sobre a vida: ela acaba. Como você não sabe quando, não perca a oportunidade. Vá ao encontro das pessoas que você ama, se a geografia não permitir ligue, mande email, mensagens, mas tem que ser agora! E lhes diga o que sente, mesmo que você ache que está fazendo papel de ridículo, faça:
DIGA EU TE AMO PRA QUEM VOCÊ AMA!
Pai, mãe, irmão, namorado, marido, amigo, amiga, não importa o parentesco ou a falta dele, diga.

Amanhã pode ser tarde e você vai querer voltar no tempo, mas tenho uma triste notícia pra te dar: não dá.

Então não vou correr o risco.
Na Bahia:
Gina, Itana, João Carlos, Náira, Ana Paula Rocha, Alberto, Cléber...
Em BH:
Nayara, Ludmila, Daniel Corvo (há quanto tempo...), Pedro (meu eterno sócio), Caio, Gleyson, Bruno Edelpe, Bruno Tonim, Luiz, Adriana, Maria Lícia, Tatiana Dias, Sandrinha, Fernanda, Renata, Robertinha, Ana Paula Barbosa (minha chefinha :), Ana Paula Silva (ai que saudades!), Sândalo (por onde andas?), Kátia (não me conformo de termos perdido contato...), Isolda, Paola, Igor, Tiago, Vinícius e Marton (meus McFriends), Tatiane Mendonça e Daniele (já faz tantos anos...).
No interior de Minas:
Renata e Flora (ah! Diamantina...), Tatiane Parreiras (ainda em Mariana?), Neide (minha prima-mãe), Gregory e Anne (sobrinhos separados de mim por pura maldade).
E finalmente no Espírito Santo:
Cynara (que apesar de não nos vermos há quase 15 anos, ainda somos amigas).

Meu pai, minha avó paterna, meu marido, minha sogrinha (do coração).

Eu amo vocês!

Como já dizia minha mãe...

Estive reparando e percebi que tenho dito muito esta frase.
E não é só porque ela já está num lugar melhor, de onde não escuto mais o que ela fala.
Mas porque percebi uma coisa muito interessante, intrigante e por vezes, revoltante: nós nos tornamos como nossos pais à medida que amadurecemos, ou ficamos mais velhos (digo assim porque tem gente que só fica mais velho, não amadurece, ou de tão maduros acabam podres).

Fazendo uma rápida auto-análise descobri que muitas características que eu achava até irritantes na minha mãe quando eu era mais nova, estão agora se manifestando em mim.
E tudo que ela me dizia e que eu achava que era por descaso ou por que ela não me entendia, ou porque ela não acreditava em mim, ou porque ela não gostava de mim (adolescentes e pré-adolescentes tem a irritante mania de achar que sabem tudo e que o mundo está contra eles, acreditem ou não, eu era assim), em resumo tudo que ela falava eu achava que era balela, “conversa pra boi dormir”, “papo de Napoleão”, frase feita de livro de auto-ajuda.
Hoje eu percebo que tudo que ela dizia não só é verdade, como continua sendo um bom ensinamento.

E percebi ainda mais. Percebi que querendo ou não. Cedo ou tarde. Acabamos cópias (melhoradas, geralmente) de nossos pais e mães. E isso não tem que ser ruim. Preste atenção no que dizem seu pai, sua mãe, sua vó, seu avô, eles viveram mais que você, passaram por coisas que você provavelmente nem imagina, não são donos da verdade mas eles sabem das coisas. :)

E como minha mãe dizia...

Pense, aja e seja positivo, que assim será. (minha mãe já falva isso antes de serem lançados o livro, o filme, a palestra, o jogo, a canequinha de café... O Segredo)

Ame você e os outros te amarão.

Não ame ninguém mais do que você.

Gentileza e educação não custam nada, não machucam e não engordam.

Se desesperar, não vai resolver o problema (portanto não chore pelo leite derramado, se aprume e limpe o fogão ... :) esse ditado é meu mesmo kkkkk)

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Não me arrependo, mas não recomendo


Já disse essa frase muitas vezes, quase sempre fui incompreendida.
Mas acho que não há melhor conselho melhor sobre o casamento.
As pessoas que me conhecem sabem do que estou falando.
Me casei nova para os padrões atuais (com fé e amor, mas sem papéis ou festa :) .

E hoje percebo que ninguém deve se casar tão nova (ou tão novo).
Fala-se muito que muitos jovens se arrependem do curso universitário que escolheram e apontam como motivo:

“Eu era muito novo pra saber o que queria fazer para o resto da vida...”
Acredito que a mesma lógica se aplica ao casamento.
Por mais que você ame, por mais que tenha encontrado sua alma gêmea, por mais que acredite que está com “a pessoa” (“the one” em livre tradução:), espere pra casar. Se for mesmo o que vocês querem, o tempo não vai separá-los, mas uní-los.

Outra frase um pouco mais radical, mas que não deixa de ser verdade, é:
“Quer acabar com a paixão e o amor que você sente pelo seu(sua) namorado(a)? Case.”
Sempre que me perguntam, “nossa você casou tão nova... estava grávida?” eu primeiro acho preconceituoso, achar que hoje só se casa por obrigação e descuido, depois me acabo de rir vendo a feição da pessoa quando disse que não há nem havia bebê algum.
Veja bem, eu acredito no amor, acredito em almas gêmeas (não só amantes, mas principalmente amigos e até familiares), acredito no casamento e na fidelidade, acredito que somos mais do que seres sociais, somos seres dependentes do amor.
Mas apesar de acreditar em todas essas coisas, posso dizer e me perdoem os ouvidos (olhos) mais sensíveis:

A convivência é uma merda! (ela é um serial killer do amor!)

Partamos do seguinte princípio:
Irmãos que vivem na mesma casa, sob a mesma criação, com os mesmos pais e as mesmas oportunidades, brigam.
Porque pessoas com vivências completamente diferentes não iriam brigar?
Além da diferença de vivência e criação, ainda há a diferença de sexos (geralmente), o que aumenta ainda mais as divergências.
Some-se a isso uma possível diferença de idade, de desejos, de sonhos, de objetivos...

Resultado: Casamento foi feito pra dar errado. Alguns dão certo só de teimosia...

Voltando à frase título...
Casei nova, e não me arrependo, pois apesar de tudo, é o homem da minha vida.
Mas se pudesse fazer de novo, namoraria mais tempo antes de morar junto.
Não que eu não fosse casar com ele, mas queria ter curtido mais antes da convivência passar por nós como um tsunami...
E se comigo, que acredito ter me casado com o homem da minha vida, é tão difícil, imagine com quem depois de casado percebe que nem amava tanto assim, que nem conhecia tanto assim, nem desejava tanto assim, nem compreendia tanto assim...

Portanto, digo e repito (mesmo a contragosto do meu marido):

Casamento: Não me arrependo, mas não recomendo.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Bom Desaniversário pra você!

Estava pensando no que escrever neste dia que eu adoro.
E me lembrei de um filme que eu adoro desde minha mais tenra idade, acho que foi o segundo filme que eu mais vi e revi: Alice no País das Maravilhas (o primeiro foi Dumbo ).
E me lembrei dos chapeleiros malucos e da musiquinha:

“Um bom desaniversário pra mim!
Sim, sim!”

Então resolvi desejar um bom desaniversário pra todos que lerem mais esta explosão da minha vontade de me comunicar.

Em toda minha vida (que nem é tão longa assim...) eu já passei por coisas tristes, chatas, que me magoaram, até mesmo nesse dia.
Mas eu sempre gostei do meu aniversário.
O dia 12 de fevereiro sempre foi meu dia preferido... :)
Sempre esperei ansiosa, fazendo contagem regressiva.
E tudo melhorou e muito desde que conheci minhas três almas gêmeas:
Meu namorido (pois apesar de morarmos há anos juntos ainda não oficializamos a união... e somos eternos namorados...)
Nayara, minha amiga há 9 anos;
Ludmila, minha amiga há uns 6 anos (apesar de nos conhecermos a 9...).
As duas últimas além de tudo fazem aniversário grudadinhas comigo e nesses últimos 9 anos, comemoramos juntas 6 vezes (se não me engano).
Este ano mais uma vez a distância geográfica vai nos impedir de comemorar juntas, mas estamos juntas em nossos pensamentos e corações.

Então para mim e para minhas amigas-irmãs: Feliz Aniversário!

Para os outros amigos, também muuuuuuito queridos, um Bom Desaniversário pra vocês!

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

¯Acabei indo atrás do trio elétrico¯

Não apenas por que não morri, mas porque gostei mesmo.
Sábado eu me infiltrei na cultura baiana da folia.
Além de acordar cedinho para ver os festejos para Yemanjá e passar o dia todo nesta festa pitoresca. Fechei o dia assistindo Carlinhos Brown chamar uma série de convidados ao palco em homenagem a Rainha do Mar, entre eles meu querido Caetano Veloso.



Mas no carnaval da Bahia o fim do dia não é o mesmo que o fim da festa.
Como diria meu pai: “Muito antes pelo contrário”.
Fomos para o circuito Barra-Ondina pular na pipoca (para os não iniciados: fora das cordas dos blocos, caríssimos, diga-se de passagem).
E aí pulei, dancei, sambei, cantei e fui atrás do trio elétrico.
Fui lá mais pra ver Ivete Sangalo, do que qualquer outra coisa, e me diverti com tudo, mas pirei mesmo na hora que ela apareceu.
Há muitos anos não me divertia tanto num carnaval.
Claro que no dia seguinte eu não valia um tostão furado, e passei o dia todo me curando da farra, mas valeu cada bolha no pé, cada minuto de dor nas pernas e na lombar.
E aproveitei para passar o resto do carnaval fazendo um circuito próprio: o Casa-Praia.
Ia cedo pra praia, ficava até a fome bater. Ia pra casa. Comia, namorava, dormia.
E no outro dia fazia tudo de novo.
Foi porreta! :)
Recomendo!